Como definir o que queremos em um relacionamento?

Se tem uma coisa que todos, ou pelo menos a grande maioria de nós deseja, é se relacionar e bem! Mas será que sabemos como conduzir um relacionamento para que este seja bom para os dois? Será que sabemos realmente o que queremos, ou ainda, o que precisamos?

Para se dar bem com nossos parceiros, precisamos estar bem conosco, ok, isso não é novidade! Mas um relacionamento, para que seja duradouro, digno e legal para os dois lados, precisa, antes de tudo, de um detalhe: clareza. Clareza do que se procura em alguém, e clareza do significado de um relacionamento em nossas vidas, em nossa rotina. Está mesmo na hora de deixar alguém entrar ou precisamos arrumar algumas coisas e depois investir totalmente? Estamos dispostos a nos entregar e enfrentar ônus e bônus da vida a dois? É preciso questionar!

Então vamos lá, como definir o que queremos em um relacionamento?

Primeiro: Definir o que um relacionamento amoroso significa para você.

Desde que não seja para preencher vazios existenciais ou por exibicionismo social, descartadas essas terríveis hipóteses, as respostas ficam mais interessantes e verdadeiras. Um relacionamento não tem que servir para alguma coisa, não é tampa de panela, tampouco chinelo velho para um pé ou dois. Sem dependência, sem carência! Se queremos um relacionamento que nos eleve e nos traga novidades, é isto que teremos de oferecer aos outros também, o mundo afetivo é uma troca, é ganha-ganha. Não adianta querer receber e nada doar ou se doar demais e nada receber. Faça o que gosta de fazer, tenha seus propósitos por você e pela sua história, e pense no que significa compartilhar quem você é com outra pessoa, assim fica mais fácil compreender onde encaixar o relacionamento que você procura.

Segundo: Definir as qualidades que julgamos essenciais em um companheiro (a).

Por exemplo: quero uma pessoa amorosa. Ok! O que é ser uma pessoa amorosa pra você? É uma pessoa que te liga todo dia? É uma pessoa que se preocupa com você? É uma pessoa que demonstra afeto? E como ela demonstra? É uma pessoa que te traz presentinhos? Definir o que tem qualidade pra nós faz muita diferença, mas não seja tão exigente ou intolerante, há sempre algo que teremos de enfrentar no outro e quanto mais movimento nos causa, maiores serão os aprendizados e também o amor.  Outro exemplo: quero uma pessoa trabalhadora. Como assim? Trabalhador pra você é aquele que tem três empregos? É aquela pessoa que corre atrás e atinge seus objetivos? É aquele “burro de carga”? É aquele que pagará as contas dele e as suas? Essas características fazem muita diferença no dia a dia. Se você não suporta passar o final de semana sem o seu namorado (a), então uma pessoa que trabalha nos finais de semana seria interessante para você? Até onde você está disposto a abrir mão de suas preferências para fazer um relacionamento dar certo? Você teria maturidade suficiente para suportar uma fase em que seu parceiro não pode estar com você nos dias em que você gostaria? Se você aceita no princípio, não pode querer mudar depois. Não é justo, percebe? O “depois a gente vê como fica” pode sair muito caro…Pense bem!

Terceiro: Definir o que você não quer ajuda mas também atrapalha. Como assim?

Nem sempre nossas convicções nos protegem, podemos nos enganar, certo? Quando se trata de pessoas, sempre nos surpreendemos. Por exemplo: você define que não quer uma pessoa divorciada ou separada. Em primeiro lugar, o que essa situação pode trazer de tão negativo assim? Podemos conhecer pessoas incríveis que estão nessa situação, e que são corajosas o suficiente para investir quantas vezes for preciso. Além do mais, se procuramos defeitos numa pessoa só porque ela se divorciou, então não sabemos dar segundas chances nem para nós mesmos…

Nesse caso, o que pode desconectar vocês dois, é se essa pessoa não está mais disposta a um novo matrimônio e você quer isto mais do que tudo. Aí tem que haver muita clareza, coragem e atitude. Pode ser muito duro, mas em alguns casos, o melhor é se despedir e virar a página. Há coisas que não podemos e não devemos abrir mão em prol do outro, não adianta viver um relacionamento pela metade. Se você anula uma vontade sua para prevalecer a do outro, uma hora essa conta vai chegar e pode doer muito. Mas se não for esse o caso, qual é o problema? Reveja se o que você diz não querer num relacionamento não passa de um preconceito. Vai que você “morde a língua”? 

Quarto: quem escolhe demais acaba escolhido.

Reformulando: quem escolhe demais na verdade não sabe o que quer. Primeiro precisamos compreender que merecemos o melhor sempre e que não há justificativas para se permanecer em relacionamentos mais ou menos. O fato de basearmos nosso futuro no que vivemos no passado, faz com que sejamos muito duros conosco e com os outros. Uma nova pessoa, uma nova história!

Não é justo com você ter pressa para se decidir se essa ou aquela pessoa corresponde aos seus princípios e é a escolhida para viver e trocar intimidades. Por isso, quando você define minimamente o que suporta ou não, o que é digno ou não pra se viver um relacionamento, você está pronto para pôr em prática tudo o que você aprendeu com seus relacionamentos despedaçados. Seja honesto e não desperdice oportunidades, mas saiba quando é a hora de cair fora! Sem pressa, sem máscaras.

Saber o que queremos do outro só é possível quando reconhecemos nossas próprias necessidades, valores e mazelas. Relacionamento é aceitar o outro como um presente, como de fato ele é. A partir do momento em que somos capazes de organizar nossa vida a ponto de termos coragem para deixar ir o que não nos fará bem, teremos condições de aceitar o desafio de se relacionar pra valer com inteligência e amor.

Por que é preciso definir preferências? Bem, se você está em dia com seu amor próprio e se sente bem consigo mesmo, você está pronto para dividir algo com alguém e não será um sanguessuga do amor. Há muitas questões para se estar atento, quanto mais questionamos, mais somos capazes de nos conhecer e nos oferecer o melhor e menos chance daremos àqueles que estão perdidos e por isso, só querem se aproveitar do básico, perdendo a oportunidade de se aprofundar em si e no outro. Nós não fazemos isso ou será que fazemos? Escolha o seu lado e defina suas intenções. É sempre tempo de se reformar e começar de novo.

 

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