O homem se desintegrou da natureza, mas a natureza não se desintegra do homem!

O homem nega a sua naturalidade. Quando falo “o homem” estou me referindo a nós, eu e você, da responsabilidade pela própria existência e da comunhão com o meio ambiente. O quanto estamos nos desviando de nós, da nossa natureza, a que se mostra fora, ao nosso redor, é a mesma que habita nosso interior, somos essencialmente parte dela. Ainda que não a aceitemos.

Observe os comportamentos à sua volta. Repare o quanto estamos desligados da nossa essência que é a de ser, assim como a natureza, que simplesmente é! Mas não observe apenas o seu estimado animal que antes era selvagem e hoje encontra-se domesticado e obediente. Preste atenção no simples acontecer de tudo, desde o comportamento das plantas até o mais “inútil” e “repugnante” dos seres vivos. O que eles têm em comum? O que eles fazem aqui? Para quêestão aqui? Já pensou nisso? É muito útil que pense.

Por que útil? É uma experiência, você faz se quiser e a conclusão é somente sua, mas tente. O primeiro ponto a destacar: tal observação nos leva ao estado de contemplação, descansando a mente do fluxo incessante de pensamentos, ampliando nossa percepção. O segundo ponto nada mais é do que: uma reconexão com a natureza, sim reconectar. Tudo está interligado, uma coisa depende da outra e por aí vai, observe.

Quando observar um animal, por exemplo, sinta nessa interação se ele está confiante com a sua presença e se você está confiante também. Há medo? Da sua parte? Da dele? A tensão é mutua? Temos a ilusão de separação e poder. Nosso ego é assim. Delimitamos espaços, criamos nossos territórios e intimidamos quando nos sentimos intimidados.

Reflita de novo: quem chegou aqui primeiro?

A natureza não é escassa, nós somos. É claro que não vamos negar o desequilíbrio ecológico que estamos experienciando, no entanto,  a pressa dos humanos interfere negativamente num processo que seria natural. Pretensiosos e arrogantes que somos, queremos eliminar partes muito específicas e importantes de um ciclo que se cria espontaneamente e não depende de nós. Não, não somos os mais fortes! Por isso temos excessos por um lado e falta por outro. A natureza é pura sabedoria, dona de si e não precisa pedir permissão para agir ou se renovar quando é chegada a hora, existe um movimento natural de transmutação, sempre existiu e continuará existindo, não vamos impedir isso. Os incomodados que se mudem!

Na era das artificialidades, tudo é rápido, pronto e fácil. Falso demais. Alimentos que não nutrem, pressa nas conversas, muitas telas e pouquíssimos olhos nos olhos. Menos abraços, mais touch screen. Conexões nada humanas, nascemos pra isso? Observe a natureza: algumas espécies se extinguem, outras se criam. É uma dança, é inevitável. Mas a essência é a mesma, certo?

Aos poucos o homem se desintegrou, caiu na quimera de que se bastava e segue ignorando a origem da própria vida. Se perdeu do conjunto, acelerou o ritmo e a ordem dos aconteceres, vê inimigos nos irmãos, nos animais, no próprio espelho. Segue correndo e se defendendo (de quê?), não se doa, só se dói. Se recolhe, arisco.

A natureza não se desintegra do homem, está nele, é ele. Enquanto o homem a repudia, espécie tola! Moramos aqui por tempo determinado, e tão pouco aproveitamos nossa casa, a casa da humanidade, das plantas, dos animais, dos seres vivos que conhecemos deste universo, e ele é vasto…

Minha dica é simples e não gera custo ou danos: observe e contemple. Faça sua reconexão com o que vive. Você está vivo, sinta isso! Entre na dança e seja a dança. Comece por onde quiser, não existe mais ou menos importante, apenas existe. Se permita a experiência!

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