7 atitudes mentais que resgatam o equilíbrio interior

Sentir-se bem, de forma plena e próspera em todas as áreas de nossa vida é o que mais buscamos, certo? Nem sempre é possível que tenhamos todos esses aspectos alinhados, pois a vida é impermanente e muitas vezes uma área específica precisa de mais cuidados do que outra. Por exemplo: podemos estar muito bem nos relacionamentos e enfrentar dificuldades no trabalho ou em nossas finanças. Pode ser o contrário, o trabalho está ótimo, o dinheiro flui, mas os relacionamentos estão desgastados ou escassos.

Tudo bem! Nesses momentos, o que nos faz superar fases difíceis é a nossa capacidade de nos mantermos equilibrados diante dos obstáculos. Vamos então conhecer 7 atitudes mentais para restabelecer esse equilíbrio nato:

1 – O meu problema não tem solução, mesmo? Nesse mundo que dividimos com mais de 7 bilhões de pessoas, o nosso problema realmente não é o pior nem o mais grave ou urgente. Resolver alguma questão nos exige tranqüilidade e controle emocional, depois, raciocínio. Quando estamos presentes na realidade, percebemos que nosso ego fantasia além do saudável e aumentamos nossos “problemas” em proporções delirantes. Além dessa percepção, estar informado sobre o que acontece ao nosso redor pode servir como uma bela sacudida para despertarmos para as pessoas que estão passando por tragédias reais e tudo o que elas queiram, talvez, seja ter a oportunidade de ter uma vida como a nossa. Conclusão: somos privilegiados!

2 – Silenciar a tagarelice mental. O equilíbrio vem do silêncio, da paz conosco. Separar um tempo na agenda para nós mesmos é fundamental, precisamos nos ouvir e nos sentir, dissipar todo o conteúdo destrutivo que nós mesmos nos incutimos. Se não formos amigáveis com a gente, não seremos com os outros, e aí nascem as cobranças… De que adianta acalentar os outros se o nosso diálogo interno for agressivo e intolerante? Quando buscamos nos compreender com paciência e amor, sem nos sentirmos a pior das criaturas, vamos permitindo que o equilíbrio se estabeleça dentro de nós. Conclusão: o equilíbrio depende de uma postura interna.

3 – Fazer o que é bom pra gente. Fazer o que nós gostamos e nos faz sentir bem, não o que os outros nos dizem que deve ser feito. Conselhos podem ser muito bons, mas quem entende da gente é a gente mesmo. Muitas vezes o que nos faz cair no estresse, é a falta de dedicação a nós, aos nossos projetos e vontades. Tudo aquilo que nos acalma e dá paz, é louvável. Seja uma atividade física, ouvir música, viajar, cantar, jogar dominó, passar mais tempo com a família, visitar um asilo, sair pra dançar, fazer um curso, etc. Conclusão: qualquer coisa que nos tire da alienação de nós mesmos, é válida.

4 – Não delegar aos outros aquilo que é nossa responsabilidade. Não parece mas essa atitude nos tira o equilíbrio, uma delas é quando depositamos expectativas nas coisas e/ou pessoas e transferimos a condução da nossa vida para outras mãos. Esse comportamento nos desarmoniza porque vamos nos desconhecendo, vamos deixando de perceber o que nos faz bem e o que não faz, o que nos fere e o que tem valor pra nós, assim, perdemos nossos princípios pelo caminho e nos sentimos vulneráveis. Quando estamos presentes em nós, sabemos quando somos violados e aí podemos tomar uma atitude, que não se trata aqui de uma ação agressiva, mas de saber se colocar ou se retirar quando necessário. E o melhor de tudo é que podemos ser rotulados de muitas formas, mas quando sabemos quem somos, nada poderá nos atingir na essência. Conclusão: tudo começa e termina na gente mesmo. Se me compreendo, compreendo você, com tanta compreensão, me sinto mais equilibrado!

5 – Fazer boas e edificantes leituras, uma forma de ocupar-se de você. Sair do senso comum é um ato de coragem. Ler bons livros, artigos e revistas que nos fazem pensar, nos leva à outro patamar de conhecimento, principalmente quando nos leva ao autoconhecimento. Na medida em que buscamos nos enriquecer com conteúdos construtivos, vamos também descobrindo capacidades desconhecidas e até novas habilidades. Investir em conhecimento é um valor desconhecido por muitos. Observar em que estamos depositando nossa atenção diariamente, nos mostra parte do nosso futuro. As coisas não caem do céu, elas precisam ser imaginadas e, posteriormente, realizadas com trabalho e esforço. Não há outro caminho. Conclusão: equilíbrio começa no autoconhecimento.

6 – Fazer o que estiver ao nosso alcance com o que temos agora (eliminar comparações). Martirizar-se pelo que não se pode ter no momento é tolice das grandes. Sempre há meios de se chegar aonde queremos. Ainda que um alvo pareça muito distante, não perder de vista nossos objetivos nos mantém equilibrados. A paciência abra as portas para o equilíbrio interno. É necessário que voltemos a atenção para nossa história, para o que estamos criando para nós. Uma outra atitude que nos causa desequilíbrio é quando queremos impor nossas vontades, não respeitando o espaço do outro. Ainda que nossa intenção seja das melhores, vamos entender de uma vez por todas: só é boa na nossa concepção, na concepção dos outros é só uma opinião. Vamos esquecer as comparações e a nossa mania de querer civilizar o outro. Só temos respostas para os nossos questionamentos, não para os dos outros. Conclusão: quando nos comparamos, estamos desperdiçando a oportunidade de sermos o que somos: únicos!

7 – Prece. Não interessa se tem religião ou se é ateu. A prece tem uma força desconhecida ainda para os homens. Quando estamos em prece, nos renovamos e conquistamos forças para os enfrentamentos que se apresentam. Espiritualidade nada tem a ver com certo ou errado, somos livres para fazermos as preces do jeito que nos faça sentir com mais paz e equilíbrio. Podemos criar nossos próprios mantras e orações. Contemplar a natureza, os animais, o sol, todos esses movimentos são estados de prece. Tudo que nos torna mais leve, é uma prece. Pedir orientação ao que acreditamos estar acima de nós, em outras dimensões é uma forma de restaurar nosso equilíbrio. Jamais estaremos sós. Conclusão: apreciar as várias formas de beleza que nos envolve nos ajuda a perceber que existimos e fazemos parte disso tudo. Se uma semente tem a força pra germinar de uma brecha no meio do asfalto, o que seria impossível para nós?

PS: essas atitudes não necessariamente precisam seguir esta ordem.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s