Zona de conforto é falta de coragem?

 

Estar confortável é conviver com algo onde tudo é conveniente, agradável e aconchegante. É familiar, conhecido e não exige esforço para mudanças tudo está em seu devido lugar. É saber reconhecer o prazer de se voltar para onde nunca deveríamos ter saído. Mas não estamos aqui para “esquentar lugar”, estamos aqui para nos movermos e mover o mundo.

Zona de conforto não é quando as coisas estão ou, pelo menos, parecem estar bem. Zona de conforto é a covardia de permanecer ajustado a uma situação incômoda, imprópria e estéril. Quando se marca passo por longo período, eis um sinal claro de que não estamos nos questionando o suficiente. Tampouco chegamos à condição de nos permitirmos uma auto-análise sincera. As coisas se embaraçam de tal forma que, de repente, o sentido da própria vida parece ter se esvaído.

O primeiro sinal de que estamos vivendo uma situação de zona de conforto é quando começamos a reclamar dela. Esse inconformismo não traduz ingratidão simplesmente, mas uma sensação de desajuste, transmitindo a noção de que tudo parece perder o significado. Daí, começamos a sentir nossas vidas de cabeça para baixo. É como viver um caos interno, um verdadeiro inferno!

Se ficarmos conscientes de que estamos realmente na contramão dos nossos reais objetivos e valores internos, é dado o primeiro passo para sairmos dessa zona extremamente desconfortável, mas que mascara uma familiaridade acolhedora. A coragem de encarar o desconhecido e perseverar em nossos intentos, apesar dos nossos medos, é o combustível que nos sustentará em uma perseguição benéfica que se transformará na descoberta de nossos talentos soterrados em um passado nebuloso. Poucas coisas são tão conhecidas e familiares para nós quanto o nosso passado, e ainda assim nos apegamos ao seu lado sombrio e às coisas entaladas que não engolimos nem expelimos e insistem em permear, com a nossa permissão, o presente e o futuro.

Para ter coragem é preciso, diante do espelho, se encarar de frente, olho no olho aliado a um sincero diálogo interno. A vontade é a força mais poderosa que existe e dela nasce da coragem que nos tira de qualquer situação difícil, nem que seja só na nossa imaginação. Pudera, é lá que tudo se inicia mesmo! Dessa alquimia de forças o resultado é uma reviravolta, um início sem fim para as possibilidades que se apresentam e que na verdade sempre estiveram lá nos rodeando, mas estávamos tagarelando demais, olhando tão fixamente para um problema que sequer nos permitimos encontrar as soluções.

Realmente, existe um universo inexplorado dentro de cada um de nós. A coragem nos permite sair de onde quisermos, seja de uma situação dolorosa, seja mudando a maneira de ver as coisas ou de uma condição indigna, não importa. A coragem não se mede, não se disputa e nem se compara, é uma peculiaridade interna e pessoal. Cada um de nós sabe como descobrir a sua e se não souber, basta um pouco de ousadia para encontrá-la.

 

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